Pois é, eu andava meio sem tempo de escrever aqui, mas agora quero reativar esse blog e escrever mais...
Na última semana estive participando do 9º WCCE - World Conference on Computers in Education...pois é, estava bombando.
Lá pude entrar em contato com pessoas de diversos campos do conhecimento da informática na educação. Foi bom para repensar muitas coisas e rever alguns conceitos...confesso que o melhor foi quando me perguntavam "mas e se...", fois nesses "mas e se..." da vida que eu me dava conta de outros pontos de vista e das reais possibilidades de novas práticas na educação.
Por exemplo: Pode um ambiente virtual de aprendizagem contribuir para a criatividade? CRIATIVIDADE??? Sim....criatividade...mas afinal, o que podemos enteder sobre criatividade eu pergunto??? Eu entendo, como piagetiana de carteirinha que sou (hehe), que criatividade é o processo de ação do sujeito que cria uma novidade para si, abrindo novos possíveis e construindo novas estruturas.
Mas voltando aos ambientes como pensar a criatividade através deles?
Pois é...essa pergunta eu ainda não consigo responder, mas esta semana tive algumas idéias...um ambiente virtual pressupõe uma troca de significações entre seu sujeitos. Você deve estar se perguntando: mas as crianças já efetuam trocas antes de chegar ao pensamento operatório formal? Pois bem é um exercício, a partir dos 6 anos de idade a criança passa a descentralizar-se e considerar outros pontos de vista...este é um processo longo, mas muito importante para a criatividade. Nos ambientes virtuais as crianças podem exercitar essa descentração concretamente, através dos registros de seus trabalhos e das opiniões dos colegas que ficam registradas no ambiente.
No WCCE, conheci o professor Ralf Romeike, um professor alemão da universidade de Potsdam, que trabalha com o software Scratch. O que esse software tem de diferente? Ele perminte que as crianças simplesmente criem....jogos, animações, vídeos, histórias....e tudo mais que a imaginação permitir. Apesar de ele não ter experiências com crianças pequenas, pude perceber o quanto foi importante para as crianças da escola onde ele aplicou o software trabalhar de forma livre, aprender através de suas próprias construções e mais, aprender dentro de uma estrutura.
Nos ambientes virtuais mais abertos vejo as mesmas possibilidades. As escolas engessam cada dia mais a criatividade das crianças trazendo conteúdos prontos que simplesmente são transmitidos pelas crianças, como se elas fossem esponjinhas. Um ambiente virtual de aprendizagem baseado em web 2,0 como viemos discutindo neste blog, pode permitir às crianças relações mais abertas com seu próprio saber e com isso trabalhar a partir de sua criatividade...
E vocês, o que acham?
Abraços!
domingo, 2 de agosto de 2009
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