segunda-feira, 25 de agosto de 2008

algumas reflexões...

Há alguns anos atrás a internet as possibilidades da Web se resumiam à busca de informações, broadcasts de informação, download e comunicação. Entretanto, apesar do excesso de informações presente na rede, os usuários não tinham a possibilidade de transformar ou atuar sobre estas informações. Com o tempo e os avanços tecnológicos, tanto no que diz respeito às plataformas de hardware, como memórias maiores, processadores mais rápidos, Internet banda larga, entre outros, quanto no que se refere aos novos softwares de colaboração que começaram a surgir subsidiados por estas novas plataformas. Assim, as pessoas deixam de ser consumidoras de informação para se tornarem criadoras e distribuidoras de conteúdo e informação e produzi-lo se torna tão fácil quanto era obtê-lo.

Neste contexto, surge uma segunda geração de comunidades e serviços baseados na plataforma Web, a Web 2.0. Embora o termo tenha uma conotação de uma nova versão para a Web, ele não se refere à atualização nas suas especificações técnicas, mas a uma mudança na forma como ela é encarada por usuários e desenvolvedores. A regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva. Entre as ferramentas da Web 2.0, baseadas em redes sociais, podem ser citados os sites de compartilhamento de vídeos (Youtube), redes de relacionamento (Orkut), enciclopédia colaborativa (wikipedia), editores de página web colaborativos (PBwiki) e simuladores de vida real (Second Life).

Estes sites de compartilhamento são baseados na plataforma de software social. Esses softwares possuem ferramentas de interação virtual, na qual os usuários se cadastram em um website, e a partir daí podem se comunicar, potencialmente, com toda a rede de pessoas conectadas. Atualmente, existem vários deles os mais famosos são o Facebook, Multiply, Orkut, MySpace, entre outros. Os formatos são parecidos, mas de acordo com a arquitetura e a programação, eles podem ser mais ou menos interativos e permitirem uma maior flexibilidade na sua formatação a partir da intervenção dos próprios usuários.

Com estas novas possibilidades de trabalhar os conteúdos digitais, o conceito de autoria e os direitos autorais, ética, estética, governo, cidadania, bem como os relacionamentos e a família ganham novas dimensões. Isso ocorre na medida que as relações no ciberespaço se tornam mais democráticas e acessíveis através dos softwares sociais. Na educação, a maior contribuição da Web 2.0 são as práticas colaborativas e cooperativas, a comunicação e a convergência de conteúdos suportadas por este tipo de software.

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